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Reconhecimento definitivo do Cane Corso


A FCI reconheceu definitivamente a raça Cane Corso como a 14ª raça italiana ...
Category: Geral
Posted by: fsanti

Em Janeiro de 1994 o Cane Corso foi reconhecido pela ENCI (entidade cinófilia oficial na Itália) como a 14ª raça italiana. Após esta conquista, o clube da raça (SACC) com o auxílio de vários juízes da ENCI buscaram o reconhecimento internacional através da entidade à qual a ENCI está associada, a FCI (Federação Cinológica Internacional), sediada na Bélgica.

Este esforço resultou no reconhecimento do Cane Corso pela FCI em 1997. Este reconhecimento porém era provisório e várias exigências da entidade tinham de ser atendidas durante o período protocolar de10 anos.

No ano passado encerrou-se o prazo de reconhecimento provisório e o Cane Corso foi reconhecido de forma definitiva pela FCI.

Na última reunião de raça, realizada anualmente pela SACC, foram apresentadas várias informações, resultado deste processo de reconhecimento e das atividades da própria SACC, junto aos criadores e proprietários.

Os primeiros registros do Cane Corso na Itália começaram em 1990 com 287 cães inscritos. Este número foi crescendo até que 2001 alcançaram 3425 cães. Este número manteve-se alto, mesmo nos anos seguintes, quando houve uma queda generalizada dos nascimentos em todas as raças caninas.

Paralelamente ao crescimento na Itália, houve uma difusão do Cane Corso no restante da Europa e, em alguns países, houve um elevado número de nascimento. Este é o caso da Holanda, Rússia e Polônia. A França apresenta uma população muito numerosa de Cani Corsi (foram 6074 nascimentos no período de 2004 a 2006, bastante próximo dos 7371 nascimentos na Itália).

O aspecto da saúde também foi abordado na apresentação. Comentou-se que o Cane Corso preservou sua rusticidade e em todos estes anos de criação não surgiu nenhuma patologia hereditária mais específica. O controle, por se tratar de um molosso, concentrou-se na displasia coxo-femural. Outros problemas como epilepsia ou problemas cardíacos foram relatados de forma exporádica e não foi possível realizar um estudo estatístico sobre estas eventuais ocorrências. Estão sendo realizados também os controles da displasia do cotovelo, por enquanto de maneira voluntária. Os dados conhecidos até o momento não indicam o mesmo grau de incidência ou importância da displasia coxo-femural.

O temperamento também recebeu atenção e, a partir de Julho de 2007, passou-se do teste de CAL1 ao CAL2 e o CAC só é atribuído na classe 'Trabalho' (CAL2 obrigatório). O teste de seleção, introduzido no segundo semestre do ano passado também inclui uma avaliação de saúde geral para os cães com leituras oficiais HD-A, B e C (controle da displasia).

E assim o Cane Corso continua a seguir adiante, conquista após conquista. Vamos seguir esta evolução e trabalhar para fazer com que o Cane Corso possa repetir o mesmo sucesso aqui no Brasil!


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